Longe do mero registro, a Fotografia como linguagem aproxima-se cada vez mais da fabulação, da criação político-estética, da implícita intencionalidade do olhar. Mais do que o ato fotográfico referenciado no mundo ao qual pertencemos, fotografar é uma construção de nossa retórica, uma projeção, uma forma de revelar quem está por trás da câmera na semântica das luzes e sombras, do recorte fotográfico, da paleta cromática, da dilatação entre a tensão de quem se mostra e de quem se vê na imagem.

A Fotografia é, portanto, uma arte do encontro. Nesse sentido, a curadoria aqui apresentada busca potencializar e estimular a pluralidade temática, plástica e política encontrada no fértil e livre terreno universitário de nosso estado.

Independente de resultados e colocações, a verdadeira competição do fotógrafo é consigo mesmo.
A busca pelo aprimoramento na construção do seu discurso. Não se trata de algo quantitativo, com melhores e piores, com primeiros e últimos colocados, mas sim de uma busca pessoal onde o verdadeiro prêmio está na singularidade dos olhares e na forma desse encontro propiciado pelo diálogo imagético entre nós.

Curadoria 19º Noia